O drama, a aventura... o fedor.......
Este filme não foi realizado por Sofia Coppola.
Casa nova, vida nova... a minha casa está a ser pintada de novo e alguns reparos aqui e ali. Para o efeito, contratámos um respeitável senhor. Quem diria, casa nova, vida nova... ou não.
Sábado à tarde, apetece-me um banho relaxante e sossegado de abertura ao fim-de-semana. Tranco-me na casa-de-banho e a poucos passos está o chuveiro, o fado do meu relaxamento, o fado do que é límpido, puro e imaculado... o banho mal começava e já estava interrompido. Alguém tinha tentado abrir a porta. Ah pois é, pensei eu, a nossa outra casa de banho está a servir de arrecadação mas olha, aguenta-te. "Quem é?" perguntei eu. "Nada, nada" era a voz do obreiro da vida nova. Prossegui o meu banho e poucos segundos depois três batidas na porta e a voz da minha mãe. "Abre a porta!". "É urgente?". Era mas era um instante, segundo a minha mãe.
Destranco a porta e meto-me de novo debaixo do chuveiro. Por entre os tecidos das cortinas, avisto o o obreiro da vida nova a fechar-se comigo na casa de banho. Eu todo nu debaixo do chuveiro e a separar-nos estão umas cortinas. Despacha-te lá, dá uma mija, pensei eu. Reparo que ele está de costas para a sanita a desapertar a braguilha. "Epá, desculpa lá, não acredito nisto.". Pois, pensei eu, podias ter-te aguentado caralho, eu não tenho fuga.
O senhor senta-se e estava agora a verter águas a um som metralha... até pensei que fosse o meu chuveiro a correr mais depressa e os canos a fazerem uns barulhos estranhos. Tivesse ido à guerra e baixava-me julgando-me vítima de um ataque de napalm. E continuava e continuava... e o obreiro da MINHA vida nova dizia agora "Epá oh Carlitos, desculpa-me, são os meus medicamentos, eu não controlo esta merda." Eu não conseguia dizer nada...estava em silêncio, silêncio pranto. Por esta altura já estava com vómitos. Não sabia se respirava pelo nariz se pela boca. Tapava a boca para o vómito que se aproximava às tossidelas e respirava pelo nariz. Ou tapava o nariz e o vómito ameaçava. Pânico. Interrompi o meu pranto silencioso para dizer "podes só puxar já o autoclismo?". O fedor... nunca antes cheirado. Que fedor. Quando saiu, longos minutos depois, fechou a porta atrás. Que tortura. Guantanamo, um paraíso, pensei eu. Cheiro a ovos BEM podres. Prazo de validade = séc. XV. Antes de cristo. Tomei um banho à velocidade da luz, só destapava o nariz com o frasco de champô aberto por baixo. Terminado o banho, fugi, fugi assim que pude. O fedor.........trauma número um da minha vida. O fedor........morri e renasci. Cá fora, pulmões para que vos quero. Dêem-me ar. Ainda estava vivo. Mas o fedor........
A minha vida é um lugar estranho.
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sábado, 3 de dezembro de 2011
domingo, 7 de fevereiro de 2010
O bom (mau) negócio
É com alguma nostalgia que publico este artigo...
Este artigo não foi escrito por mim, antes, pelo blogger demissionário "em branco", de seu nome Carlos Lucas. O post encontrava se guardado na condição de rascunho, e como tal decido agora mostrar ao mundo a ultima peça deste autor.
Sentiremos a tua falta...
-------------------------------------------------------------------------------------------
Tem piada. Sempre que ando com pouco dinheiro e preciso de qualquer coisa rápido, acabo na loja do chinês e procuro o artigo mais barato e indispensável, como seja uns fones para ouvir música no mp3...
É verdade que se diz que o "chinês" tem tudo, do melhor e do mais barato. Quem conhece a piada sabe que a mulher chinesa que entra de férias de parto "ganha" outro emprego - o filho já tem trabalho. E o truque é mesmo esse, nenhuma novidade, as crianças produzem e são pagas a chupa-chupas.
Comprei uns fones a €1 e passado 3 dias tive que lá voltar... os fones não davam lá muito bom contacto. Simpatia do chinês, despachou-me logo outra caixa detrás do balcão (caixas em massa daquele artigo...) e lá fui eu satisfeito novamente com a compra barata. Sou um comprador de preços. Se o artigo é caro, não compro, no fundo compro "preços" antes de comprar qualquer coisa. Até me imagino a ter largado um sorriso que dizia "comprei um bom "preço"/fones" mas quem diria que haveria muitas mais caixas do mesmo artigo ali à disposição.
Ouvia música com outra alegria, afinal eram fones a €1... dois dias depois não se ouvia nada de um fone, outro dia depois não se ouvia nada dos dois lados.
Voltei ao chinês, o mesmo (são uma família, vão rodando) e quase que vislumbrei na cara do senhor que sabia para o que vinha, e já tinha marcado na agenda o meu dia de regresso. Expliquei-lhe a situação e o meu descontentamento. Durante uns 5 minutos ele não disse nada e observava-me os fones. Pensei que fosse largar uns quantos L's de perdão mas nada, mas nem isso. Quase que o ouvi dizer "um eulo?! Tivesses complado umas caixas de fósfolos, palvo! HAHAHA" mas nem isso. Simples desprezo.
Sempre pensei ter comprado um bom preço, e teria mesmo se os fones tivessem todos garantia. Ao fim de um ano, teria voltado lá 122 vezes aproximadamente... 122 fones de um euro... infelizmente que os fones são como os guarda-chuvas, compram-se sempre e sem garantia.
Escrito por Em Branco
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Este artigo não foi escrito por mim, antes, pelo blogger demissionário "em branco", de seu nome Carlos Lucas. O post encontrava se guardado na condição de rascunho, e como tal decido agora mostrar ao mundo a ultima peça deste autor.
Sentiremos a tua falta...
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Tem piada. Sempre que ando com pouco dinheiro e preciso de qualquer coisa rápido, acabo na loja do chinês e procuro o artigo mais barato e indispensável, como seja uns fones para ouvir música no mp3...
É verdade que se diz que o "chinês" tem tudo, do melhor e do mais barato. Quem conhece a piada sabe que a mulher chinesa que entra de férias de parto "ganha" outro emprego - o filho já tem trabalho. E o truque é mesmo esse, nenhuma novidade, as crianças produzem e são pagas a chupa-chupas.
Comprei uns fones a €1 e passado 3 dias tive que lá voltar... os fones não davam lá muito bom contacto. Simpatia do chinês, despachou-me logo outra caixa detrás do balcão (caixas em massa daquele artigo...) e lá fui eu satisfeito novamente com a compra barata. Sou um comprador de preços. Se o artigo é caro, não compro, no fundo compro "preços" antes de comprar qualquer coisa. Até me imagino a ter largado um sorriso que dizia "comprei um bom "preço"/fones" mas quem diria que haveria muitas mais caixas do mesmo artigo ali à disposição.
Ouvia música com outra alegria, afinal eram fones a €1... dois dias depois não se ouvia nada de um fone, outro dia depois não se ouvia nada dos dois lados.
Voltei ao chinês, o mesmo (são uma família, vão rodando) e quase que vislumbrei na cara do senhor que sabia para o que vinha, e já tinha marcado na agenda o meu dia de regresso. Expliquei-lhe a situação e o meu descontentamento. Durante uns 5 minutos ele não disse nada e observava-me os fones. Pensei que fosse largar uns quantos L's de perdão mas nada, mas nem isso. Quase que o ouvi dizer "um eulo?! Tivesses complado umas caixas de fósfolos, palvo! HAHAHA" mas nem isso. Simples desprezo.
Sempre pensei ter comprado um bom preço, e teria mesmo se os fones tivessem todos garantia. Ao fim de um ano, teria voltado lá 122 vezes aproximadamente... 122 fones de um euro... infelizmente que os fones são como os guarda-chuvas, compram-se sempre e sem garantia.
Escrito por Em Branco
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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Toda a gente gosta do TRONO...
Toda a gente gosta do trono...
O trono é uma função biológica da vida...
O trono é uma cadeia trófica, uma selecção natural... Quem é o mais fraco? Quem sobrevive?
Quem não sabe o que é o "trono"... Todos sabem, não conhecem por esta palavra.
Num primeiro exemplo, quem nunca viu uma nota na pauta e olhou para as restantes e pensou "ah, as notas em geral também não foram grande coisa, um 13 até foi bom"...
Quem nunca se sentiu em baixo com algum acaso, e ao falar com um amigo/a para "desabafar", acabou a sentir-se pior, porque o/a amigo/a em vez de contar-lhe algo de si, tão má ou pior que a situação, antes seguia-se "hum, pois" ou então "mas tudo vai correr melhor, acredita, já passei por isso"? Aquela festinha de meiguice que não serve de nada, mas que do trono, se manda de alto e alegra a alma da ouvinte?
O trono é uma cadeia, alguém em cima, outros abaixo da cadeia... um ciclo de vida constante.
Confesso-vos, a nível académico, tenho o meu trono. Um colega, de quem não tenho amizade alguma, mas um íntima relação quando vejo as suas notas na pauta.
É que as minhas notas muitas vezes (muitas mesmo) pecam por ser baixas ou então ausentes. E este meu colega, André Pardal, é quem me faz sentar no trono e (juro-vos) às vezes rezar para que tenha entregue o teste/exame. Realiza-me antes mesmo de ver a minha nota, porque sem trono só haveria o fundo, só haveria eu (e na verdade eu até faço por mim, nos mínimos que são poucos, mas esta cadeia funciona mesmo para quem está no alto).
Alegra-me saber que não sou o "produtor" da cadeia, ninguém gosta de ser a "planta".
André Pardal. Chego mesmo a dizer lá do trono "que é que este gajo anda a fazer na faculade?! Sai daqui, desaparece" e na verdade, quero que ele continue, e de preferência, a entregar testes/exames.
Faço questão de, sempre que um amigo me confessa algo que o deixa em baixo, em troca, retirar-me do trono, deixar o lugar vago, e oferecer-lhe o trono de todas as maneiras possíveis ou impossíveis - "Olha deixa lá, hoje amputaram-me uma perna..." - desde que o lugar fique vago, até porque no dia seguinte ele nem se vai lembrar do que foi dito, mas vai-se lembrar da sensação de não estar no fundo, de haver algo pior com o qual se possa contentar.
O trono é uma cadeia... e acima de mim estarão outros desejosos do meu sucesso/insucesso, ansiosos pela "rede" que os ampara de chegar ao fundo... ninguém gosta do último lugar, ninguém gosta do trono, outros gostam muito mais do primeiro, outros agarram-se orgulhosamente ao trono e simulam uma vida perfeita para fora, quem não conhece o trono, quem não temeu o fundo, toda a gente gosta do trono...
O trono é uma função biológica da vida...
O trono é uma cadeia trófica, uma selecção natural... Quem é o mais fraco? Quem sobrevive?
Quem não sabe o que é o "trono"... Todos sabem, não conhecem por esta palavra.
Num primeiro exemplo, quem nunca viu uma nota na pauta e olhou para as restantes e pensou "ah, as notas em geral também não foram grande coisa, um 13 até foi bom"...
Quem nunca se sentiu em baixo com algum acaso, e ao falar com um amigo/a para "desabafar", acabou a sentir-se pior, porque o/a amigo/a em vez de contar-lhe algo de si, tão má ou pior que a situação, antes seguia-se "hum, pois" ou então "mas tudo vai correr melhor, acredita, já passei por isso"? Aquela festinha de meiguice que não serve de nada, mas que do trono, se manda de alto e alegra a alma da ouvinte?
O trono é uma cadeia, alguém em cima, outros abaixo da cadeia... um ciclo de vida constante.
Confesso-vos, a nível académico, tenho o meu trono. Um colega, de quem não tenho amizade alguma, mas um íntima relação quando vejo as suas notas na pauta.
É que as minhas notas muitas vezes (muitas mesmo) pecam por ser baixas ou então ausentes. E este meu colega, André Pardal, é quem me faz sentar no trono e (juro-vos) às vezes rezar para que tenha entregue o teste/exame. Realiza-me antes mesmo de ver a minha nota, porque sem trono só haveria o fundo, só haveria eu (e na verdade eu até faço por mim, nos mínimos que são poucos, mas esta cadeia funciona mesmo para quem está no alto).
Alegra-me saber que não sou o "produtor" da cadeia, ninguém gosta de ser a "planta".
André Pardal. Chego mesmo a dizer lá do trono "que é que este gajo anda a fazer na faculade?! Sai daqui, desaparece" e na verdade, quero que ele continue, e de preferência, a entregar testes/exames.
Faço questão de, sempre que um amigo me confessa algo que o deixa em baixo, em troca, retirar-me do trono, deixar o lugar vago, e oferecer-lhe o trono de todas as maneiras possíveis ou impossíveis - "Olha deixa lá, hoje amputaram-me uma perna..." - desde que o lugar fique vago, até porque no dia seguinte ele nem se vai lembrar do que foi dito, mas vai-se lembrar da sensação de não estar no fundo, de haver algo pior com o qual se possa contentar.
O trono é uma cadeia... e acima de mim estarão outros desejosos do meu sucesso/insucesso, ansiosos pela "rede" que os ampara de chegar ao fundo... ninguém gosta do último lugar, ninguém gosta do trono, outros gostam muito mais do primeiro, outros agarram-se orgulhosamente ao trono e simulam uma vida perfeita para fora, quem não conhece o trono, quem não temeu o fundo, toda a gente gosta do trono...
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Dia de merda
Não vos vou mentir, aquele não tinha sido um bom dia :/ … Apanhei trânsito, cheguei á faculdade e esqueci me do caderno que precisava, os idiotas dos meus colegas só diziam merda e tava com uma puta de dor nas costas, todas estas coisas me deixaram fodidissimo.
Mas isso até nem é importante, o que interessa para a história é que eu não cagava há três dias. Já tinha tentado tentado forçar a coisa, comendo os all-bran de manhã, bebendo café como o crl e ir comer uma feijoada á Teresa (é o bar/restaurante mais "in" da faculdade)…e nada!
Estava a vir para casa e já notava aqueles peiditos que nos avisam quando grandes merdas estão para acontecer em breve. Tinha só mais uma paragem antes de ir para casa afogar o belo do preto, tive que ir ao Odivelas Parque buscar umas merdas para a minha mãe, quando já ia para o carro reparei num cartaz que dizia “SINTA SE MAIS LEVE”, parecia uma profecia caralho, senti logo a barriga a andar á roda e saiu me um peidito molhado e sonoro que deu logo a perceber que aquela merda estava quase a sair.
Quase corri em direção aos lavabos do rés do chão, havia cinco cabines que numerei de 1 a 5( porque estou a tirar engenharias e penso lógico e gosto das matemáticas e tal) vou então descreve los :
1- Ocupado
2- Limpa, mas para os defecientes só
3- Merda no tampo
4- Merda e papel na sanita, e um liquido que devia ser mijo no assento
5- Não tinha papel no suporte, a porta não fechava e havia algo meio verde no chão
Como devem ter percebido a escolha evidente era a numero 2..Abri a porta pus mil folhas de papel no assento e sentei me no trono. Como toda agente sou um cagão envergonhado, ou seja, não gosto de cagar com gente por perto, tinha um vizinho na cabine do lado mas tinha mesmo que ser.
Estava a dois segundos de largar a trampa quando começo a ouvir “tiriri, tiriri, tiriririiiii”, e logo de seguida um “Estou sim?”, Como normal numa conversa por telemóvel o filho da puta estava a falar mais alto do que devia prai uns 8 decibeis. O meu olhinho do cu mirrou logo, e não conseguia começar a cagar. A conversa levou uns minutitos, o Sr. Cagão devia estar a contar á mulher, a Sra. Cagona, acerca do cagalhão de dia que teve, e ali esteve sentado bla bla bla…
E eu ali sentado com cólicas á espera que ele se calasse! A conversa arrastou se e eu comecei a ficar furioso, a pensar na merda de dia que tinha tido e naquele caralho ali ao lado. Os meus intestinos estavam a avisar que se não cagasse em breve o dia ainda ia ser mais merdoso.
Houve uma altura em que a raiva ultrapassou a vergonha, já não importava, agarrei me ao suporte do papel higiénico com uma mão, apoiei a outra contra a parede da cabine e fiz força com todo o meu ser. A recompensa foi um peido, duma magnitude nunca antes por mim presenciada- o som era um misto de um lençol a rasgar se e quando arrancamos papel de parede. Esse som passados uns segundos passou a uma coisa mais em tom grave como uma mota tipo harley a arrancar.Acho que atingi a frequência de ressonância da cabine porque as paredes de contraplacado tremeram um pouco.
Assim que as bordas do cu pararam de abanar ao sabor daquela brisa, apercebi me de três coisas :
1-A conversa do vizinho parou
2-O meu cólon dizia que ainda la vinha mais
3-o wc cheirava agora muito mal, mas mesmo horrível, cheiro esse que como é obvio passou para a cabine do lado e o cabrão que la estava começou a sufocar
“oh meu deus”, disse ele seguido de sons de querer vomitar,”não amor não fui eu (coff coff gag) ouviste não fui eu que fiz este som”
Agora ninguém me podia parar. Forcei ao máximo e posso jurar que no meio de tantos squirts ,plocs, splashes e merda ejectada, eu juro mesmo que acho que levantei o cu do assento um pouquinho, do género de jetpack, por um momento voei!!!!
A quantidade de merda que eu ca tinha dentro era uma anormalidade, e bateu contra a sanita com tanta força que algumas lascas de cerâmica saltaram. Olhei para os estragos e vi aquela parte de merda que era caganeira tinha feito ricochete e saltado para o chão da casa de banho. Por agora não podia fazer nada, a viagem ainda não tinha acabado!
Ao lado ainda o ouviaa tentar limpar o cu rapidamente : “Tenho de ir…Horrivel…tenho de gregar..diz aos miúdos.. que os amo” seguido de mais sinais de vómito.
Como seria de esperar é fodido segurar o telemóvel com uma mão e limpar o cu com a outra ao mesmo tempo. Enquanto ainda soltava uns rstos de cocó ouvi um SPLASH vindo do lado, seguido duma data de caralhadas. O Paneleiro tinha deixado cair o telemóvel na sanita claps
A minha cagada acabou e o WC ficou silencioso como um cemitério. Podia imaginar o gajo ali de pé, a pensar no que iria fazer.Um ultimo peido soou como um trompete saído do meu cu anunciando que a cagada real tinha terminado, Acho que foi a ultima gota para o gajo do lado porque ouvi um puxar de autoclismo e um sair furioso da casa de banho batendo portas e barafustando.
Depois de limpar bem o cu levantei me e apreciei a obra. Senti me mal pela pessoa que iria limpar o wc, mas sabia que não podia puxar o autoclismo. Nenhuma sanita no mundo ia aguentar aquilo. So ia levar a uma inundação de merda.
Á medida que saí reparei na cabine onde estava o meu companheiro e não estava nada no fundo da sanita. Será que ele apanhou o móvel do meu da merda e tinha saído sem lavar as mãos? Bem o mundo nunca vai saber.
Sai da casa de banho, orgulhoso e sem vergonha, vendo se alguém estava a olhar para mim por causa do barulho mas nada. Parece que as pessoas culparam o meu vizinho enervado e envergonhado pela minha cagada sobrenatural. Acho que aquele nunca mais caga em wc públicos, e nunca mais há de atender o telemóvel no momento da cagada.
CONSELHO: É por isto, meus amigos, que vocês nunca deviam falar ao telefone na casa de banho.
Mas isso até nem é importante, o que interessa para a história é que eu não cagava há três dias. Já tinha tentado tentado forçar a coisa, comendo os all-bran de manhã, bebendo café como o crl e ir comer uma feijoada á Teresa (é o bar/restaurante mais "in" da faculdade)…e nada!
Estava a vir para casa e já notava aqueles peiditos que nos avisam quando grandes merdas estão para acontecer em breve. Tinha só mais uma paragem antes de ir para casa afogar o belo do preto, tive que ir ao Odivelas Parque buscar umas merdas para a minha mãe, quando já ia para o carro reparei num cartaz que dizia “SINTA SE MAIS LEVE”, parecia uma profecia caralho, senti logo a barriga a andar á roda e saiu me um peidito molhado e sonoro que deu logo a perceber que aquela merda estava quase a sair.
Quase corri em direção aos lavabos do rés do chão, havia cinco cabines que numerei de 1 a 5( porque estou a tirar engenharias e penso lógico e gosto das matemáticas e tal) vou então descreve los :
1- Ocupado
2- Limpa, mas para os defecientes só
3- Merda no tampo
4- Merda e papel na sanita, e um liquido que devia ser mijo no assento
5- Não tinha papel no suporte, a porta não fechava e havia algo meio verde no chão
Como devem ter percebido a escolha evidente era a numero 2..Abri a porta pus mil folhas de papel no assento e sentei me no trono. Como toda agente sou um cagão envergonhado, ou seja, não gosto de cagar com gente por perto, tinha um vizinho na cabine do lado mas tinha mesmo que ser.
Estava a dois segundos de largar a trampa quando começo a ouvir “tiriri, tiriri, tiriririiiii”, e logo de seguida um “Estou sim?”, Como normal numa conversa por telemóvel o filho da puta estava a falar mais alto do que devia prai uns 8 decibeis. O meu olhinho do cu mirrou logo, e não conseguia começar a cagar. A conversa levou uns minutitos, o Sr. Cagão devia estar a contar á mulher, a Sra. Cagona, acerca do cagalhão de dia que teve, e ali esteve sentado bla bla bla…
E eu ali sentado com cólicas á espera que ele se calasse! A conversa arrastou se e eu comecei a ficar furioso, a pensar na merda de dia que tinha tido e naquele caralho ali ao lado. Os meus intestinos estavam a avisar que se não cagasse em breve o dia ainda ia ser mais merdoso.
Houve uma altura em que a raiva ultrapassou a vergonha, já não importava, agarrei me ao suporte do papel higiénico com uma mão, apoiei a outra contra a parede da cabine e fiz força com todo o meu ser. A recompensa foi um peido, duma magnitude nunca antes por mim presenciada- o som era um misto de um lençol a rasgar se e quando arrancamos papel de parede. Esse som passados uns segundos passou a uma coisa mais em tom grave como uma mota tipo harley a arrancar.Acho que atingi a frequência de ressonância da cabine porque as paredes de contraplacado tremeram um pouco.
Assim que as bordas do cu pararam de abanar ao sabor daquela brisa, apercebi me de três coisas :
1-A conversa do vizinho parou
2-O meu cólon dizia que ainda la vinha mais
3-o wc cheirava agora muito mal, mas mesmo horrível, cheiro esse que como é obvio passou para a cabine do lado e o cabrão que la estava começou a sufocar
“oh meu deus”, disse ele seguido de sons de querer vomitar,”não amor não fui eu (coff coff gag) ouviste não fui eu que fiz este som”
Agora ninguém me podia parar. Forcei ao máximo e posso jurar que no meio de tantos squirts ,plocs, splashes e merda ejectada, eu juro mesmo que acho que levantei o cu do assento um pouquinho, do género de jetpack, por um momento voei!!!!
A quantidade de merda que eu ca tinha dentro era uma anormalidade, e bateu contra a sanita com tanta força que algumas lascas de cerâmica saltaram. Olhei para os estragos e vi aquela parte de merda que era caganeira tinha feito ricochete e saltado para o chão da casa de banho. Por agora não podia fazer nada, a viagem ainda não tinha acabado!
Ao lado ainda o ouviaa tentar limpar o cu rapidamente : “Tenho de ir…Horrivel…tenho de gregar..diz aos miúdos.. que os amo” seguido de mais sinais de vómito.
Como seria de esperar é fodido segurar o telemóvel com uma mão e limpar o cu com a outra ao mesmo tempo. Enquanto ainda soltava uns rstos de cocó ouvi um SPLASH vindo do lado, seguido duma data de caralhadas. O Paneleiro tinha deixado cair o telemóvel na sanita claps
A minha cagada acabou e o WC ficou silencioso como um cemitério. Podia imaginar o gajo ali de pé, a pensar no que iria fazer.Um ultimo peido soou como um trompete saído do meu cu anunciando que a cagada real tinha terminado, Acho que foi a ultima gota para o gajo do lado porque ouvi um puxar de autoclismo e um sair furioso da casa de banho batendo portas e barafustando.
Depois de limpar bem o cu levantei me e apreciei a obra. Senti me mal pela pessoa que iria limpar o wc, mas sabia que não podia puxar o autoclismo. Nenhuma sanita no mundo ia aguentar aquilo. So ia levar a uma inundação de merda.
Á medida que saí reparei na cabine onde estava o meu companheiro e não estava nada no fundo da sanita. Será que ele apanhou o móvel do meu da merda e tinha saído sem lavar as mãos? Bem o mundo nunca vai saber.
Sai da casa de banho, orgulhoso e sem vergonha, vendo se alguém estava a olhar para mim por causa do barulho mas nada. Parece que as pessoas culparam o meu vizinho enervado e envergonhado pela minha cagada sobrenatural. Acho que aquele nunca mais caga em wc públicos, e nunca mais há de atender o telemóvel no momento da cagada.
CONSELHO: É por isto, meus amigos, que vocês nunca deviam falar ao telefone na casa de banho.
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
O grilo falante
O filme Pinoquio não é só um dos maiores clássicos Disney de animação a duas dimensões. É, por e simplesmente, o mais tocante e assustador de todos eles.
Toda a gente conhece a historia, um carpinteiro que não tem família dedica se à construção de "bonecos de pau", as vulgares marionetas. Certo dia uma fada, observando a solidão do velho(Gepeto) decide dar vida a uma dessas marionetas(Pinoquio), atribuindo-lhe uma consciência, personificada na forma de uma pequeno grilo que fala - o grilo falante.
Ao longo do filme vão acontecendo várias peripécias, como sejam a fuga de Pinoquio(faltando à escola), o estar com meninos maus que se vão transformar em burros, ou o episódio memorável da "dona Monstra", a baleia preta.
Esse é o episódio fulcral ao longo de toda a historia do filme. O arrependimento de Pinoquio, o "voltar à vida" de Gepeto, a transformação de Pinoquio num "menino de verdade" e o coroar do trabalho de grilo com uma medalha é o ponto final nesta maravilhosa historia Disney.
Mas este historia é muito mais que simplesmente uma historia. E digo isto devido ao desempenho de uma personagem demonstra ser, na minha opinião, a mais importante e fulcral de toda a acção.
Sempre que o boneco não a ouvia iria lamentavelmente agir de forma errada.
Pois bem, é exactamente por causa disso que vos escrevo hoje. A personagem do grilo falante não se encontra assim tão distante da realidade actual. Mas obviamente que permanece escondida no interior de cada um de nós. É algo nosso, que cada um tem. O sentido de responsabilidade, o critério de decisão se algo está certo ou errado, se devemos ou não seguir determinado caminho...
Contudo, existem sempre pessoas em que esse grilo falante fala pouco. Opina pouco. É omisso...E é essa atitude que leva a que a pessoa passe de "menino de verdade" para "boneco de pau", isto é, uma espécie de regressão na historia da Disney.
É nessas alturas que se vê quem são os verdadeiros amigos, isto é, quem pode passar de vulgar pessoa a consciência de outra. Emprestando a sua "consciência", fornecem se juízos de valor(por vezes certos, por vezes errados) que têm por objectivo ajudar a formar uma melhor/pior opinião sobre o acontecimento, fornecendo argumentos para que a pessoa possa decidir.
Nem sempre as coisas que se ouvem deste "Jiminy Cricket"[grilo falante no original] são agradáveis. Mas se o fossem sempre não deixariam de ser consideradas válidas? Para que queremos ouvir que temos razão? Para isso não precisamos de ninguém, basta ficarmos sozinhos.
Mas vivemos em sociedade. Uma sociedade sem escrúpulos, em que o mais fraco invariavelmente sairá magoado...
Aos meus grilos falantes devo dizer OBRIGADO por existirem. Diariamente dou graças a Deus por ter por perto pessoas tão fantásticas como tenho. Sei que as pessoas de quem falo se irão sentir identificadas por este texto. Uma vezes sou eu o grilo, muitas vezes são eles...
O grilo falante é uma ajuda, e quantas mais tivermos, com certeza melhor e de forma mais correcta decidiremos!
Toda a gente conhece a historia, um carpinteiro que não tem família dedica se à construção de "bonecos de pau", as vulgares marionetas. Certo dia uma fada, observando a solidão do velho(Gepeto) decide dar vida a uma dessas marionetas(Pinoquio), atribuindo-lhe uma consciência, personificada na forma de uma pequeno grilo que fala - o grilo falante.
Ao longo do filme vão acontecendo várias peripécias, como sejam a fuga de Pinoquio(faltando à escola), o estar com meninos maus que se vão transformar em burros, ou o episódio memorável da "dona Monstra", a baleia preta.
Esse é o episódio fulcral ao longo de toda a historia do filme. O arrependimento de Pinoquio, o "voltar à vida" de Gepeto, a transformação de Pinoquio num "menino de verdade" e o coroar do trabalho de grilo com uma medalha é o ponto final nesta maravilhosa historia Disney.
Mas este historia é muito mais que simplesmente uma historia. E digo isto devido ao desempenho de uma personagem demonstra ser, na minha opinião, a mais importante e fulcral de toda a acção.
Sempre que o boneco não a ouvia iria lamentavelmente agir de forma errada.
Pois bem, é exactamente por causa disso que vos escrevo hoje. A personagem do grilo falante não se encontra assim tão distante da realidade actual. Mas obviamente que permanece escondida no interior de cada um de nós. É algo nosso, que cada um tem. O sentido de responsabilidade, o critério de decisão se algo está certo ou errado, se devemos ou não seguir determinado caminho...
Contudo, existem sempre pessoas em que esse grilo falante fala pouco. Opina pouco. É omisso...E é essa atitude que leva a que a pessoa passe de "menino de verdade" para "boneco de pau", isto é, uma espécie de regressão na historia da Disney.
É nessas alturas que se vê quem são os verdadeiros amigos, isto é, quem pode passar de vulgar pessoa a consciência de outra. Emprestando a sua "consciência", fornecem se juízos de valor(por vezes certos, por vezes errados) que têm por objectivo ajudar a formar uma melhor/pior opinião sobre o acontecimento, fornecendo argumentos para que a pessoa possa decidir.
Nem sempre as coisas que se ouvem deste "Jiminy Cricket"[grilo falante no original] são agradáveis. Mas se o fossem sempre não deixariam de ser consideradas válidas? Para que queremos ouvir que temos razão? Para isso não precisamos de ninguém, basta ficarmos sozinhos.
Mas vivemos em sociedade. Uma sociedade sem escrúpulos, em que o mais fraco invariavelmente sairá magoado...
Aos meus grilos falantes devo dizer OBRIGADO por existirem. Diariamente dou graças a Deus por ter por perto pessoas tão fantásticas como tenho. Sei que as pessoas de quem falo se irão sentir identificadas por este texto. Uma vezes sou eu o grilo, muitas vezes são eles...
O grilo falante é uma ajuda, e quantas mais tivermos, com certeza melhor e de forma mais correcta decidiremos!
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
A tartaruga e o escorpião...
Existe um velho ditado americano (julgo eu) que diz: "Shoot the messenger, but don't shoot the message." - ora aí está, o meu vizinho, de nome Paulo, foi em tempos uma companhia de café. Nunca tinha intitulado tal companhia desta maneira, mas na verdade, um ou outro tocava na campainha do vizinho e lá nos encontrávamos a seguir num café, a fumar um cigarro e... a beber um café.
O café, esse, algumas vezes apenas um de nós pedia, outras vezes pedia e pagava pelos dois (eu, na maioria) e outras houve em que raramente nos entregávamos ao pagamento individual.
E, claro, fumávamos depois das nossas saquetas, o tabaco de enrolar. E o que escolhiamos para tema de conversa de "entretém"? Enquanto não chegávamos a partilhar algo que tivesse marcado em dias antes (como seja, uma discussão com familiar, amigos, e outros), o que marcava constantemente o Paulo em discursar era sobre "Motas". Eu não sou um perito em avaliar esses conhecimentos, mas a maneira como ele me falava de Motas, sempre me levou a crer que percebia realmente daquilo (que gostava não tinha dúvidas), se bem que em geral, achava-se conhecedor de todas as matérias, um eclético, o que rapidamente ficou a descoberto quando discursava sobre matérias que eu também conheço, sem pompa e cirscuntância.
Outras vezes havia em que o tema de conversa poderia "fugir" para a mulher dele. Esta mulher, de quem não era casado mas vivia junto muitos anos, é brasileira, sem visto em Portugal há 10 ou mais anos, não trabalha e está sempre em casa a jogar jogos deprimentes pela net (como seja o Second Life). O Paulo era o cogumelo-companhia daquela mulher, isto é, ela não saía do mesmo sítio e começou a sentir-se "rejeitada". Poderia prolongar mais sobre esta pessoa e as várias situações hilariantes, mas vou já terminar com o que me importa que conste aqui.
Uma ocasião houve em que este meu vizinho, com quem a companhia de café agora já nem se presta faz tempo, uma vez me contou uma história que o avô lhe contou. A história era a seguinte:
"Uma tartaruga e um escorpião nunca se davam, a tartaruga porque estava no rio, o escorpião porque estava em terra. Um dia, o escorpião quis atravessar para o outro lado do rio e viu a tartaruga e perguntou:
- Olá tartaruga, levas-me ao outro lado do rio?
- Olá. Não, não levo, escorpião. - disse a tartaruga.
- Então porquê? - perguntou o escorpião, deveras admirado.
- Olha, porque me ias picar e morreria do teu veneno, ora essa. - redarguiu a tartaruga mas logo ripostou a o escorpião...
- Não, não! Sabes porquê? Porque se eu te picasse morreriamos os dois afogados e eu não seria tão estúpido a esse ponto, não achas? Só quero atravessar para outra margem...
A tartaruga pensou, e disse assim:
- É verdade, escorpião, se me picasses morriamos os dois, e eu não acredito que tu queiras morrer afogado. Anda, salta para a minha carapaça e eu levo-te até à outra margem!
E assim foi... o escorpião enrolou a cauda com o espigão em sinal de paz e elegantemente pousou na carapaça. Contente com a boleia, o escorpião ria-se e falava animadamente com a tartaruga, até que a meio da viagem, no meio de gargalhadas, o escorpião solta o espigão, espeta na carapaça da tartaruga e injecta o veneno fatal...
E a tartaruga disse admirada:
- Então, escorpião, julgava-te de confiança, agora vamos morrer os dois...
O escorpião encolheu-se e disse antes de morrer afogado:
- Tens razão, desculpa. Mas sabes, vai contra a minha natureza e quanto a isso não posso fazer nada...
É uma bela história, uma bela fábula, não fosse tão real nos dias de hoje. Algumas vezes o escorpião, outras vezes a tartaruga, estes dois personagens vivem os dias deles ainda hoje...
O café, esse, algumas vezes apenas um de nós pedia, outras vezes pedia e pagava pelos dois (eu, na maioria) e outras houve em que raramente nos entregávamos ao pagamento individual.
E, claro, fumávamos depois das nossas saquetas, o tabaco de enrolar. E o que escolhiamos para tema de conversa de "entretém"? Enquanto não chegávamos a partilhar algo que tivesse marcado em dias antes (como seja, uma discussão com familiar, amigos, e outros), o que marcava constantemente o Paulo em discursar era sobre "Motas". Eu não sou um perito em avaliar esses conhecimentos, mas a maneira como ele me falava de Motas, sempre me levou a crer que percebia realmente daquilo (que gostava não tinha dúvidas), se bem que em geral, achava-se conhecedor de todas as matérias, um eclético, o que rapidamente ficou a descoberto quando discursava sobre matérias que eu também conheço, sem pompa e cirscuntância.
Outras vezes havia em que o tema de conversa poderia "fugir" para a mulher dele. Esta mulher, de quem não era casado mas vivia junto muitos anos, é brasileira, sem visto em Portugal há 10 ou mais anos, não trabalha e está sempre em casa a jogar jogos deprimentes pela net (como seja o Second Life). O Paulo era o cogumelo-companhia daquela mulher, isto é, ela não saía do mesmo sítio e começou a sentir-se "rejeitada". Poderia prolongar mais sobre esta pessoa e as várias situações hilariantes, mas vou já terminar com o que me importa que conste aqui.
Uma ocasião houve em que este meu vizinho, com quem a companhia de café agora já nem se presta faz tempo, uma vez me contou uma história que o avô lhe contou. A história era a seguinte:
"Uma tartaruga e um escorpião nunca se davam, a tartaruga porque estava no rio, o escorpião porque estava em terra. Um dia, o escorpião quis atravessar para o outro lado do rio e viu a tartaruga e perguntou:
- Olá tartaruga, levas-me ao outro lado do rio?
- Olá. Não, não levo, escorpião. - disse a tartaruga.
- Então porquê? - perguntou o escorpião, deveras admirado.
- Olha, porque me ias picar e morreria do teu veneno, ora essa. - redarguiu a tartaruga mas logo ripostou a o escorpião...
- Não, não! Sabes porquê? Porque se eu te picasse morreriamos os dois afogados e eu não seria tão estúpido a esse ponto, não achas? Só quero atravessar para outra margem...
A tartaruga pensou, e disse assim:
- É verdade, escorpião, se me picasses morriamos os dois, e eu não acredito que tu queiras morrer afogado. Anda, salta para a minha carapaça e eu levo-te até à outra margem!
E assim foi... o escorpião enrolou a cauda com o espigão em sinal de paz e elegantemente pousou na carapaça. Contente com a boleia, o escorpião ria-se e falava animadamente com a tartaruga, até que a meio da viagem, no meio de gargalhadas, o escorpião solta o espigão, espeta na carapaça da tartaruga e injecta o veneno fatal...
E a tartaruga disse admirada:
- Então, escorpião, julgava-te de confiança, agora vamos morrer os dois...
O escorpião encolheu-se e disse antes de morrer afogado:
- Tens razão, desculpa. Mas sabes, vai contra a minha natureza e quanto a isso não posso fazer nada...
É uma bela história, uma bela fábula, não fosse tão real nos dias de hoje. Algumas vezes o escorpião, outras vezes a tartaruga, estes dois personagens vivem os dias deles ainda hoje...
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
"Um vintêm é um vintêm e um cretino é um cretino"
Coloco esta frase entre aspas porque é uma citação...
Uma citação e curiosamente a primeira vez que a ouvi foi mesmo no flash interview do jogo Nacional-Benfica...
O Benfica ganhou, mas mais que isso, o Benfica envergonhou o Nacional. A parte é que os dois treinadores não se suportam desde sempre...
Provocações antes do jogo, provocações durante o jogo, e provocações depois do jogo deram na estocada final de Manuel Machado, senhor de bigode autoritário, que disparou sobre Jorge Jesus tal como os Americanos fizeram sobre os vietnamitas na guerra do Vietname...
Passaram por clubes um do outro, comparados muitas vezes um ao outro, são o espelho do futebol português da ultima década...Birras, amuos, comentários menos próprios, cortes de ligações, é a isto que a classe dirigente nos tem habituado, mas como bons portugueses que somos, vamos na onda.
Vamos aproveitando, afinal de contas, quem não amou tal tirada? Eu não fui de certeza!
Uma citação e curiosamente a primeira vez que a ouvi foi mesmo no flash interview do jogo Nacional-Benfica...
O Benfica ganhou, mas mais que isso, o Benfica envergonhou o Nacional. A parte é que os dois treinadores não se suportam desde sempre...
Provocações antes do jogo, provocações durante o jogo, e provocações depois do jogo deram na estocada final de Manuel Machado, senhor de bigode autoritário, que disparou sobre Jorge Jesus tal como os Americanos fizeram sobre os vietnamitas na guerra do Vietname...
Passaram por clubes um do outro, comparados muitas vezes um ao outro, são o espelho do futebol português da ultima década...Birras, amuos, comentários menos próprios, cortes de ligações, é a isto que a classe dirigente nos tem habituado, mas como bons portugueses que somos, vamos na onda.
Vamos aproveitando, afinal de contas, quem não amou tal tirada? Eu não fui de certeza!
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