sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Avaliação de Professores



Pseudo escritora, ministra e neste momento pseudo esperta. Estamos destinados a não evoluir...



A avaliação de professores é algo que me tira do sério...
Uma vez ouvi "quem sabe - faz, quem não sabe - ensina", e revejo nesta mensagem toda a minha ideia geral sobre qualquer professor do 5º ao 12º anos de escolaridade.

Estes professores têm exactamente os mesmos dias de férias que os alunos(são a única classe social portuguesa com mais de 1 mês de férias pagas)e que são premiados mesmo que não cumpram qualquer tipo de objectivo(a sua a avaliação é dada de acordo com rigorosamente nada, em vez de ser atribuída em função das notas finais dos alunos[seja em exames nacionais, ou em exames internos realizados a nível de escola] esta é atribuída de acordo com a cunha e a vontade de cada avaliador.

Maria de Lurdes Rodrigues, a ultima ministra da educação, apesar de muita asneira que fez(e não foram poucas...começando pelo facilitismo monumental dos exames nacionais e da posterior elevação das notas de candidatura para as Universidades) esta não cedeu aos caprichos dos professores. Engraçado quando se queixam de terem de corrigir exames nacionais quando são pagos ao exame...Isto só neste país...

A entrevista à actual ministra da educação(uma coitada pseudo-escritora de nome Isabel Alçada) no dia de hoje(dia 8 de Janeiro) no telejornal foi o espelho da politica nacional de imbecilidade e tristeza que nos vai sendo dada a conhecer neste inicio de corrida aos votos...

Qual maquina de propaganda, esta defende se da concordância em relação a esta classe reles e miserável que são os professores, dizendo que estes são diferentes dos funcionários públicos apesar de serem iguais. Esperem lá, diferentes e iguais?? Que é isto? Um filme do Mr. Bean? Mas desde quando é que esta classe ganhou tanto poder que deixaram de fazer parte dos ditos "funcionários públicos"?

É um facto, 25 dias de férias por ano e uma tremenda luta pela subida na carreira é algo insuportável. Ainda para mais quando se está habituado a ter 25 dias de férias só num intervalo de período...

Tenham vergonha, e acima de tudo respeitem quem trabalha. Senhora ministra, vá se Rir para o car%$#%&, porque a sua cantiga a mim não me embala. Já a vender se e ainda não tem a pasta há um ano? Foda se para a vergonha em que vai este país.
Vergonha para este conjunto de politicas que vai atrasando este país...

Disse Júlio César, o grande imperador Romano, "Lá para os lados da Ibéria existe um povo que não se governa nem se deixa governar"...Há tanto tempo e com tanta razão.

A estrada


Muita barba e muito poucas ideias...Sinceramente: um tormento para a vista e um teste à nossa paciência.



O livro[The Road] é de 1996, o filme de 2009 e o meu tormento de 2010...

Confesso vos que o trailer me convenceu a ir à sala de cinema...O nome (do autor do livro) fez o resto. Mas o pior é que não tive ninguém a tirar me da sala assim que o filme começou...A pior parte é mesmo quando o filme chega ao intervalo e comecei a pensar que ainda faltava outra metade de igual duração para me poder ir embora...

A historia é simples, pai e filho caminhando numa civilização destruída, num período pós-apocalíptico, em que os alimentos deixaram de existir, as pessoas se converteram em canibais, e onde existe, adivinhe se...luz eléctrica e gás natural! Este pormenor fez me perder todo o pouco interesse que eu ainda tinha...Em busca de comida, entram num buraco de isqueiro em riste(eu escrevi isqueiro? Engraçado, devia ser por causa dos cigarros que estaria a pensar comprar na loja inexistente do Sr. Matias...) rumo ao desconhecido(apesar de existir uma luz de fundo que quase impedia que o espectador se apercebe se que estavam, supostamente, às escuras...).

Mas quando Viggo decide acender o fogão, a minha mente começou a pensar...Numa civilização sem eira nem beira e onde não existe comida ou leis, continua se a fazer a exploração de gás natural? E a conta no final do mês? Será que também a enviam por correio? Patético...

O jovem que faz de filho[Kodi Smit-McPhee] tem o desempenho mais forçado que me lembro de ver num actor jovem. Pseudo ignorante, tudo nele soa a falso. Até o facto de ser filho de seu pai. Aquele final, depois da morte do progenitor e do aceitar de abrigo por parte de outros estranhos será dos piores que vi nos últimos tempos...

Falando do pai,Viggo Mortensen, o rei em pessoa(lembra se dele na trilogia Senhor dos Anéis?)tem simplesmente um desempenho em esforço. Ok, ficou todo escanzelado mas, e depois? O senhor Cristian Bale também, e não é por isso que o filme Maquinista é bom... Pior só a parte em que começa a mostrar o seu corpo. Todo nu a mergulhar se em agua, qual a necessidade? Confesso que pagava, mas para não ver...

Em suma, Mortensen teve oportunidade de brilhar mas continua a apostar nos projectos errados, Kodi Smit-McPhee que desapareça das telas nos próximos tempos, e McCarthy que pare de escrever. Podia muito bem ter parado com o, agora imortal, No Country for Old Men, mas se o próximo livro for como este recuso me a mencionar o nome do autor novamente...

Nota final 0,5/5, no que será um sério candidato aos Razzies deste ano...

Frase do dia e Mensagem do dia

A partir de amanha o Blog irá dar inicio a mais uma etiqueta.
Isto marcará um grande passo na vida desta lugar digital, pois será uma rubrica diária e (espera se) duradoura!

Nomes de Ilustres (seguem se imagens de alguns dos mais conhecidos)darão o seu contributo:




Bertrand Russell





Albert Einstein





Adolf Hitler

Casamento homossexual

Aprovado! A proposta do Governo que legaliza o casamento entre homossexuais defendida pelo próprio Primeiro Ministro foi aprovada pela maioria da esquerda...

Esta uma notícia que não me faz jeito nenhum, mas em termos conceptuais, é um GRANDE exemplo de democracia...
Contudo, é bastante discutível, sem dúvida. O matrimónio é a união entre um homem e uma mulher por meio de reconhecimento social, governamental e religioso, porquê descontextualizá-la? Para que serve a um homem unir-se a outro homem, ou uma mulher a uma mulher, por meio do casamento? Não será como ir parar a uma festa enganado/a? Quem é a noiva/o? Quem se veste branco? Não será o mesmo que um heterossexual tentar fazer da Gay Parade uma festa heterossexual?



Isto é uma gay parade - vamos fazer uma festa com o mesmo nome mas para heterossexuais?


Acreditem, não fazendo qualquer diferença para a discussão suspeita, sou heterossexual e não sou nada afecto à ideia de casamento em si... é uma ocasião como outra qualquer em que um casal se une a outro, mas que por tradição sempre foi o homem com uma mulher.
E acreditem, não sou a favor de tradições, mas neste caso é bem diferente. Eu peço, por exemplo, que se acabe com a tradição da tourada, mas alterá-la de touro para burro é desvirtuar a coisa... imaginem o burro atrás do toureiro... é um pouco como o homem/mulher vestido de noiva/noivo para reproduzir a sensação de união que se iniciou desde há muitos séculos atrás.

Reconheço, como dever democrático, os direitos de qualquer homossexual. Mas é no mínimo discutível a celebração da união de um casal homossexual por uma predita para heterossexuais. Se se quer separar os tomates das maçãs? Sim, é um facto, há diferenças.

Mais, o direito de constituir família que inerente ao casamento, seria outra discussão. O primeiro ponto é assumir que de facto, seria uma família diferente, não venham com tretas de "a criança só precisa de amor e educação".
Obviamente que não há um pai ou uma mãe num casal homossexual. Desconhece-se os efeitos que terá numa criança nascer e crescer entre dois homens ou duas mulheres. Não digo que terá efeitos nefastos, mas quem garante que essa pessoa queira crescer entre dois homens ou duas mulheres? É contra-natura, assuma-se, e será que a criança deseja ou faça-lhe diferença a adopção por homossexuais? É um pouco como o direito a ser baptizado, eu gostaria que me tivessem perguntado em idade própria, se queria ou não agregar-me à igreja em vez de me atirarem água benta para a testa para um tipo vestido de bata a quem eu só conseguiria dizer "gugu dádá".

No mínimo, fica o exemplo democrático, e agora venham as festas Gay Parade para heterossexuais!

Direito de resposta

Não é por acaso que tenho a redacção do publico como a melhor de Portugal...
Segue se o mail, na integra, da mensagem por mim recebida como resposta à minha feroz critica:

"Boa tarde,

Antes de mais, gostaria de agradecer a sua observação e o seu reparo, na medida em que provam que os leitores do PÚBLICO se regem pelos mesmos valores do jornal: o rigor e a exigência. Independentemente da observância desses valores, não estamos imunes ao erro. Erro que, como aponta (e bem), deve ser corrigido em tempo útil. Não o foi em devido tempo, razão pela qual lhe apresentamos as nossas desculpas.


Quanto aos temas em apreço, cumpre esclarecê-los.

No caso do Dakar, no momento em que a página foi fechada, a informação que tínhamos disponível era a da gravidade do estado da vítima. Ainda não havia confirmação da sua morte, que chegaria mais ao final da noite. Na edição online, acrescentámos essa informação logo que possível (cerca das 00h00) e, na edição em papel do dia 4, completámos o texto do dia sobre o Dakar com o dado da 55.ª vítima mortal da história da prova.


No que diz respeito ao jogo do Atlético de Madrid, ao contrário do que insinua, o critério não é o da “adivinhação”. De facto, o resultado 1-1, que se verificou até ao tempo de compensação, foi introduzido na página como forma de adiantar a elaboração da classificação em apreço, mas a devida correcção (o 2-1 final) foi feita logo após o apito final. Acontece que, por uma falha de comunicação, a versão da página que chegou à gráfica não contemplava ainda a actualização do resultado. Ou seja, a página que acabou por chegar às bancas não foi a versão final da página editada (segue em anexo a cópia possível – a nitidez é pouca, mas penso que se consegue ler o resultado - da versão que deveria ter sido publicada, ainda com o cabeçalho da data por preencher).


É evidente que esta explicação não minimiza nem apaga o lapso, mas espero que sirva pelo menos para contrariar essa suspeita infundada de “desprezo” pelos leitores.


Os melhores cumprimentos

Nuno Sousa

Editor de Desporto"

A imagem em anexo segue de seguida:

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Natal, prendas e Dia de Reis

Muitos portugueses(miúdos na sua maioria, mas iriam ficar surpreendidos com a quantidade de adultos que se inserem no mesmo saco...) desconhecem o porquê de os espanhóis trocarem prendas apenas no dia de Reis.

Sinceramente, seria de esperar que se desconhecesse algo deste género, mas apenas em relação à troca de prendas no dia de Natal...
As prendas são trocadas, não para celebrar o nascimento de Cristo, mas sim celebrar as prendas que os Reis Magos ofereceram ao menino recém nascido(Ouro, Censo e Mirra), na altura a que chegaram a Belem. Óbvio que esta homenagem é relativa, o objectivo é fazermos de Reis Magos, uns em relação aos outros.

Logo, facilmente se conclui que quem "cumpre a tradição" são nuetros hermanos. A minha pergunta é, então a que se deve a troca de prendas na meia noite de 24? Explicação fácil! Celebrar as férias dos miúdos, que dessa forma brincam com as prendas recebidas...Afinal, o Natal é simplesmente uma época de consumismo. Levada ao extremo, quando se vê que é planeada em função de férias escolares, feriados com Centros comerciais fechados....

Menos mal que as famílias ainda se juntam...Notamos isso à medida que as crianças vão crescendo. Quantas menos estiverem a celebrar a árvore, aguardar que chegue a meia noite(numa espera interminável), e abrir prendas atirando o papel para qualquer lugar, pior..

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Critica à redacção do jornal Público

Some help? Maybe by Fury i guess...


Segue uma carta que dirigi ao Provedor do cliente do jornal público.
Esta segue, tal e qual foi enviada:

"O meu pai é assinante do público à mais de 10 anos e, devido a isso, passo eu também a beneficiar disso. Quer dizer, Beneficiar? Sinceramente já não sei, porque os erros são tantos que me obrigam a escrever esta reclamação. E o jornal de ontem e o de hoje foram a gota de agua, com erros que demonstram ignorância e ausência de vontade de informar bem.

Ontem(dia 2 de Janeiro) , na secção "P", na folha da programação, resumem o inicio do filme com erros claros de argumento[o senhor não sonha com cães porque matou pessoas...ele matou mesmo cães]. Mas a que se deve este erro? Os senhores que viram o filme já não se lembram? Ou simplesmente foram buscar a informação a outro lugar, sem sequer fazer a analise crítica ao que estavam copiar? É que já não é a primeira vez que acontece....

Hoje(dia 3 de Janeiro), na secção de desporto, a noticia da senhora que teve um acidente grave, bom, ela na realidade faleceu. Com 2 ataques cardíacos antes mesmo de chegar ao hospital. Ok Ok, podem dizer que já o noticiaram na versão online, mas ontem, antes do fecho da sessão, já se sabia que a senhora tinha falecido...Uma boa(ou normal) investigação e procura de verdade, e também o formato de papel do jornal estaria correcto e actualizado...

Mas mais irritado fiquei quando vi os resultados dos jogos. Podem pensar que são irrelevantes e que ninguém repara, mas novamente escrevo que NÃO é a primeira vez que acontece...
O jogo entre o Atlético de Madrid e o Sevilha não terminou empatado a uma bola. Ao minuto 90 os colchoneros marcaram um golo e o resultado final foi de 2-1 a favor do Atlético..A que se deve a noticia falsa? Como é que aparece? Um jornalista decide arriscar uma previsão de resultado? "Como já estamos no minuto 88 vou arriscar colocar 1-1 porque este resultado já não muda"...é inacreditável, e torno a repetir, já não é a primeira vez.

E claro que no dia seguinte, no jornal, nem uma errata ou um pedido de desculpas, afinal "ninguém reparou, era só uma noticia para encher". Sinceramente, considero um desprezo do PUBLICO para com o público este tipo de informações erradas. Quando, ainda por cima, nem um pedido de desculpas surge no dia seguinte. Tratar os assuntos como nada se tivesse passado..."


Como sei que não vão ligar pevas, resta me a consolação de algum seguidor do blogue que registe a minha crítica.

Sherlock Holmes

Pirotécnia q.b. O que ainda estava guardado no nosso sapatinho!



O filme estreou no nosso país dia 24 de Dezembro. 24 de Dezembro! Quem se lembraria de tal data para estrear um filme, seja ele qual for?
Inicialmente pensava que ninguém teria tal "coragem"(escrevi coragem, mas apeteceu me escrever ousadia), mas a verdade é que a distribuidora do filme para Portugal[Columbia Tristar Warner] arriscou essa data, e está de parabéns pelo extraodinário feito!

Mas apesar de tanta congratulação, devo dizer que apenas ontem tive oportunidade de o ver...E como diz o dito popular "antes tarde que nunca", do dito passou ao feito. E devo dizer que não me arrependo nem um bocadinho. O filme está soberbo, assustadoramente megalómano, arrebatador, um verdadeiro blockbuster desta altura do ano!

Falando do filme temos necessariamente de falar dos 3 actos isolados:

-o realizador, Guy Ritchie, que nos diz com esta peça de culto que a fase Madonna está ultrapassada
-o actor principal, Robert Downey Jr., que depois de um período conturbado na sua vida(onde inclusivamente esteve numa clinica de desintoxicação) está melhor que nunca
-o actor secundário, Jude Law, a surpresa, aquele que se diz, fez a ex mulher recusar o papel depois de saber que ele também se encontrava a gravar

Estes 3 protagonistas, na minha opinião, imortalizaram Sir Arthur Conan Doyle. O autor da personagem Sherlock Holmes(que chegou a ser assassinada numa noticia de jornal pelo seu próprio criador)deve estar neste momento a dar voltas no túmulo...

Tanto o argumento, relações das personagens, e fantásticas coreografias(continuo sem me conseguir esquecer da fabulosa luta em flash back-flash present de Mr. Sherlock Holmes).

A historia gira em torno de um pseudo-feiticeiro dominador da magia negra(Mark Strong), que tem por objectivo tomar o controlo do parlamento inglês e devolver a grandiosidade à nação inglesa. É condenado à morte e ressuscita, e dá inicio ao filme propriamente dito. Pelo meio, sucedem se as peripécias, fugas de prisão, espectáculos pirotécnicos fabulosos, guarda roupa de época que foi até ao mais ínfimo pormenor da época da Inglaterra Vitoriana, lutas ao estilo Matrix... Numa palavra: FABULOSO. E claro, final de filme a aguardar uma segunda parte!

Não é um filme obrigatório, mas sem sombra de dúvida uma surpresa agradável neste Natal/inicio de ano. A primeira surpresa do ano? Definetly!

Nota final 3,5/5 no que foi uma bela surpresa de fim de festividades. O fogo de artificio de fim de ano que infelizmente perdi!

sábado, 2 de janeiro de 2010

Filmateca rasca

Ontem dispensei muitas horas para ver 3 filmes e meio.
O primeiro, "A história de uma abelha", um filme de animação que não serve de exemplo para tantos outros filmes da Pixar ou Dreamworks. Simplesmente uma história de uma abelha que luta pelos seus direitos do mel, enquanto depois se dá conta de que o trabalho das abelhas é importante para o equílibrio dos ecossistemas das plantas... moral da história = nenhuma. Mais parece uma moral da história do Discovery channel.

"O Diabo Veste Prada", um filme de conteúdo paupérrimo...mas que conta com o desempenho de Meryl Streep, a bela Anne Hathaway. Francamente desiludido, pois este já não é o primeiro nem o segundo filme de fraca esteira para uma actriz desta categoria.
A crítica atenta a sua actuação, mas para quê? Se queremos ver um filme com a mesma actriz e desempenhos melhores e um bom filme, porque não ver Sophie's Choice, As Pontes de Madison County, Out of Africa ou Kramer vs Kramer? Já cansa ver esta actriz em papéis comerciais...

Para o melhor da noite, estava reservado "Zodiac". Um filme de David Fincher, na categoria de filme crime que já nos vem habituando... Logo percebi que seria bem realizado e o elenco é de categoria: Jake Gyllenhaal, Mark Ruffalo e Robert Downey Junior nos principais papéis.
A intriga envolve um serial killer que envia cartas para um jornal a relatar os seus homicídios e um cartunista faz a sua própria investigação sobre o caso. As peripécias a diante são de enorme suspense... vale a pena ver.