quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Algumas notas ortográficas...

Como resposta a um atento leitor do Blog, eis uma resposta, juntamente com um pedido de desculpas pelo lapso ortográfico...

Ora aqui está mais uma confusão linguística e tudo porque a palavra "poder" tem dois significados: poder (substantivo/nome) e poder (verbo). Já puder é uma forma verbal do verbo poder, no futuro do modo conjuntivo.
Para além da distinção ao nível da classe gramatical, estas duas palavras lêem-se de maneira diferente, assim enquanto que o "e" em poder é fechado (lê-se como "ê") o "e" da palavra puder é aberto ("é").
Leia-se e escreva-se então:

a) Ele conservou o poder ("pudêr")
b) Eu espero poder ("pudêr") viver ainda muitos anos.
c) Se eu puder ("pudér"), passo pela tua casa.


Nota ainda para uma, desde já feita a correcção, palavra escrita em tempos por um ex colaborador " indespensável"...A verdade é que se lê desta forma, mas escreve se " indispensável"...A correcção foi feita depois eu ter relido o erro claro e grave de "em branco", anterior autor do mesmo...

Nota ainda para a palavra "fones". Não existe...existe sim "phones", um sufixo da palavra "headphones", que tem como tradução literal auscultadores para os ouvidos. "Fones"
não significa rigorosamente nada. Mas as pessoas percebem, afinal de contas, ninguém precisa de Antonios =D

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Historia do diabo

[Capitulo 1]

Longe vão os tempos das fábulas e historias maravilhosas, de príncipes e princesas, de sapos e monstros...Mas esta que vos conto aconteceu mesmo...

Era uma ver um rapaz chamado John Spencer. Logo o nome tem historia...Apesar de tipicamente inglês, ser mais português que ele é impossível. O pai era um aristocrata americano(que entretanto morreu vitima de cancro na próstata), mas a mãe era uma prostituta das antigas. Má cara, escafiada, sem eira nem beira, que numa noite de sorte foi dar de caras com um ricaço que por acaso não tinha gabardine...O miúdo nasceu e este decidiu pagar lhe toda a educação, enviando mensalmente dinheiro à senhora da vida, por forma a que esta garantisse o bem estar do rapaz. Vivendo na zona da Pontinha, este era feliz, tendo um andar agradável num prédio apresentável, notas qb na escola e amigos em que julgava poder contar...

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Curiosidades...

Há 20 anos perguntaram ao presidente da Nintendo se os videojogos não estavam influenciando as crianças, e ele respondeu: "É claro que não, se o Pac-man tivesse influenciado a nossa geração, estaríamos todos correndo em salas escuras, mastigando pílulas mágicas e escutando músicas electrónicas repetitivas"(Kristian Wilson, Nintendo Inc., 1989.).

Poucos anos depois surgiram as festas RAVE, a música ELECTRÓNICA e o ECSTASY.

The Wolfman

A historia estava contada...Este é o típico filme pipoca...


Com alguma expectativa me desloquei ao centro comercial mais próximo para assistir a este filme. A historia é simples, e estava contada desde 1941, altura em que o primeiro filme foi rodado, este filme não é mais do que um remake dessa peça de colecção que marcou muito do cinema de terror na altura.

Seguem algumas imagens do filme original:




E do filme agora estreado:





A historia é simples, existem 4 personagens base que compõem toda a trama, um pai de família(Anthony Hopkins), o seu filho (Benicio Del Toro), um policia (Hugo Weaving) e a ex mulher do filho de Hopkins(irmão de Benicio Del Toro, interpretado por Emily Blunt).

Numa noite de lua cheia, um lobisomem invade um acampamento cigano, matando pessoas indiscriminadamente, mordendo Lawrence Talbot (que se encontrava na cidade para descobrir o seu irmão, que na altura se encontrava desaparecido, apesar de na primeira cena do filme ter sido visto a ser morto), que acaba por se transformar, também ele num lobisomem.

A caça a este começa na pele do policia da Scotland Yard -Abberline(o policia da trilogia Matrix)... A verdadeira trama está no facto de o Lobisomem inicial ser...Sir John Talbot, o pai de Lawrence, que matou a sua mãe na altura em que se transformou em Lobisomem. A historia propriamente dita começa exactamente aqui, quando este descobre que foi o pai quem matou a sua mãe e irmão.
Luta feroz entre pai e filho marcam o filme, no que será a pior cena feita em computador que alguma vez me lembro de ver....Para esquecer.

Ritmo furioso de comilanço de pipocas entre os espectadores, com alguns saltos dos mesmos por sustos e mudanças de ambiente sonoro, mas sinceramente, 1/5, num filme que vale apenas pela recordação dos monstros de Thriller de Michael Jackson, feitos pelas mãos do mesmo homem: Rick Baker.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Until eternity

"Aquele pensa que sabe muito, mas não sabe de nada, e a sua ignorância é tanta que nem sequer está em condições de saber aquilo que lhe falta"

François Fénelon, pseudônimo de François de Salignac de La Mothe-Fénelon (1651 - 1715), foi um teólogo católico apostólico romano, poeta e escritor francês.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Precious: Based on the Novel Push by Sapphire

O sucessor natural de "Colour Purple". Veremos se será um triunfo nos oscars.


O argumento é brilhante, a historia perturbadora, as representações poderosas, e merecidamente recebe nomeações para Oscars nas principais categorias.

O filme conta a historia de uma rapariga, obesa e analfabeta, da sua relação com a sua mãe, das constantes violações por parte do seu pai (que lhe deu dois filhos), da sua luta por aprender a ler, da sua relação com os psicólogos e assistentes sociais...Resumindo: é um filme dramático, baseado no livro "Push", escrito por Sapphire, que leva à lágrima a pessoa mais forte.

Realizado por Lee Daniels, (realizador afro-americano, sentiu medo quando levou o filme ao festival de Cannes por temer que o filme servisse para as pessoas generalizarem a ideia dos cidadãos afro-americanos como "sem lei", "violentos" e criminosos), e co-produzido por Oprah (a milionária rainha da televisão Norte-Americana), este transporta o telespectador para o Harlem de 1987.

Segue se o trailer:





Precious, a actriz interpretada pela gigante (literalmente) Gabourey "Gabby" Sidibe, que ganhou o papel depois de um casting com mais de 300 raparigas, tem uma relação atribulada com a mãe (outra interpretação brilhante de uma desconhecida Mo'Nique) e com o pai(que aparece apenas numa cena assustadora, violentando a pequena Precious) que a molestou desde criança dando lhe 2 filhos aos 16 anos, uma com o carinhoso nome de "Mongo"(diminutivo de Mongolóide, já que ela tem trissomia 21) e um rapaz que a faz repensar toda a relação que tem com a mãe, decidida a levar o estudo a sério, tendo como objectivo aprender a ler e escrever.

Conta com as participações de Mariah Carey(no papel surpreendente de uma assistente de acção social) e Lenny Kravitz (um enfermeiro gingão que, apesar de ter poucas falas, não compromete) e são a chave do sucesso do filme, isto é, os diálogos que não passam directamente pelas actrizes principais. Boas prestações e curiosidade relativa, em relação a próximas aparições.

Mais que certa é a vitoria de Mo'nique como actriz secundária e atenção a Sidibe como a surpresa a ter em conta na corrida à estatueta de melhor actriz. Mas é muito difícil considerar este filme como vencedor para a categoria de melhor filme...

Nota final 3/5 no que pode ser considerado como o sucessor natural de "cor purpura" de Spielberg.



Nota:

Este filme é dramático, contendo cenas consideradas para alguns como chocantes. Infelizmente, aquando da sua visualização, a sala possuía demasiados "tristes", "estúpidos", "burros" e até mesmo "insensíveis", que quando se pediam silêncios se obtinham gargalhadas altíssimas...Outras vezes ouviam se comentários como "e agora? que vai ela fazer?", ou "que nojo, não acredito". É pelo tipo de comentários que se define a pessoa, e francamente, se tivesse de dar nota ao publico daria bola preta em 5 estrelas.Francamente má a audiência, uma tristeza...

A REPÚBLICA É ÓPTIMA! QUEREMOS UMA

Ainda agora se iniciaram as comemorações do centenário da República e já há polémica. Há quem diga que os louvores ao 5 de Outubro de 1910 não passam de um branqueamento da 1ª República. Há quem afirme que a condenação da 1ª República não passa de branqueamento do Estado Novo. No meio disso, a 3ª República, a nossa, tenta passar despercebida, para não fazer má figura. Infelizmente, não consegue. Como organizadora desta efeméride espalha-se logo, ao começar os festejos dos 100 anos da República com a celebração de um acontecimento que teve lugar há 119 anos. Não diz muito sobre o estado do ensino na 3ª República. Nomeadamente, do ensino da matemática. Não é uma grande maneira de honrar a República que, segundo disse o 1º Ministro no seu discurso no Porto, foi um regime que deu “uma nova prioridade à escola e ao nobre ideal de educação para todos”. Bom, desde que haja igualdade e todos tenham a mesma educação defeituosa, suponho que não faça mal.

No discurso de Sócrates, ficámos ainda a saber que os valores da República são dedicação à causa pública, progresso ao serviço dos cidadãos, patriotismo democrático, humanismo universalista, igualdade, laicidade e respeito pelas diferenças, reforço dos direitos dos trabalhadores, educação, ciência e cultura como factores de emancipação pessoal e de desenvolvimento,; modernidade política, económica e social. Artur Santos Silva, presidente da Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário, acrescenta que, com a República os valores da dignidade da pessoa humana, da liberdade, da igualdade e da justiça passaram a ser mais veementemente afirmados e que vieram a merecer especial consagração nas políticas públicas o combate à pobreza e à desigualdade, bem como a centralidade da instrução e da cultura como factores privilegiados do desenvolvimento humano e da promoção da igualdade. Para ele, os maiores valores republicanos são mesmo o patriotismo, o exaltado sentido de cidadania, a dedicação à causa pública, a paixão pela justiça, a procura de progresso social, a liderança pelo exemplo, o desapego dos bens materiais, os deveres morais à altura das mais firmes convicções”. Ena! Dignidade da pessoa! E logo da humana! O exaltado sentido de cidadania, em vez do apenas moderado sentido de cidadania! O progresso ao serviço dos cidadãos, em vez de ao serviço dos alguidares! Isto é tudo formidável. A República deve ser mesmo estupenda O que eu pergunto então é: o que é se passa com a nossa? E não se pode arranjá-la?

Nesses e noutros discursos já proferidos, deu para ver que os nossos políticos vão passar o ano a disputar entre si o título de “Republicano mais Republicano desta República Republicana”. Sente-se uma bazófia republicana no ar. Cada um gaba a República mais do que o outro. “Gostas da República? Pois eu gosto o dobro!”. “Ai, é? Eu gosto da República vezes infinito!”. É uma espécie de concurso juvenil, para ver quem é que usa a sua pilinha republicana para fazer xixi republicano mais longe. Palpita-me que será um concurso demorado: não só o amor destes fanfarrões republicanos parece inesgotável, como, por causa da idade, as suas bexigas republicanas precisam de ser esvaziadas mais vezes.

Apesar da admiração que ainda lhe é dedicada, diria que, há 100 anos a República entusiasmou mais. Como um brinquedo novo, acabado de receber por uma criança. Isso explica a sucessão de Presidentes e Governos em tão curto espaço de tempo: toda a gente queria brincar. Só que, lá está, como as crianças, os primeiros republicanos eram egoístas e limitaram também a quantidade de outros meninos que podiam brincar. Limitaram o voto. Já se sabe que há brinquedos que as crianças mais pequenas não têm capacidade para usar.

Entretanto, os monárquicos pretendem um referendo, para que os portugueses se pronunciem sobre o regime. Confesso que me é indiferente. Na república, o presidente é escolhido pelos homens. Na monarquia, o rei é escolhido por Deus. Provando que fez o Homem à Sua imagem, Deus enganou-se tanto a escolher reis, como os homens a escolherem presidentes.

Liga Francesa

René Girard, o cérebro por detrás da campanha vitoriosa do Montpellier.


Não acredito que exista muita gente a acompanhar o campeonato Francês, mas este ano algo fantástico está a acontecer..
Excluindo o péssimo campeonato realizado pelo eterno Olympique Lyonnais(5º classificado a 8 pontos do líder) e pela grande equipa do Marseille(4º classificado a 6 pontos), quem merece destaque é mesmo a fantástica equipa do Montpellier HSC.

Para quem não sabe, esta equipa subiu de divisão este ano(segundo classificado na segunda liga, o ano anterior) e com mais um jogo, partilha a liderança da prova com o defensor em titulo, a equipa sensação da liga dos campeões Bordéus.

Sem ter jogadores conhecidos internacionalmente(conta se apenas Emir Spahić, um internacional Bósnio), devemos pegar num nome: René Girard.

Está com a equipa desde o inicio do campeonato, e acho que facilmente se conclui que o trabalho que tem vindo a fazer é....excepcional!

Continuação de boa sorte a esta equipa(apesar de ser um aficionado pelo Bordeaux), que o desporto é isto mesmo, a magia da impressionabilidade torna o futebol algo mais mágico. Tão mágico que nem o próprio Luís de Matos a percebe.